Em menos de uma semana, queimadas consumiram mais de 500 hectares em Assis Brasil, cidade acreana na tríplice fronteira com Peru e Bolívia. A maioria das áreas atingidas está na Reserva Extrativista Chico Mendes. Além de destruição florestal, houve relatos de morte de animais silvestres e gado ferido pelas chamas.
O aumento significativo dos focos de incêndio começou nos primeiros dias de outubro. “Estimamos que cerca de 300 hectares queimaram na comunidade Maloca e outros 230 hectares em áreas diversas, como Sol a sol e Resex Chico Mendes”, detalhou o sargento Jonatas Albuquerque, coordenador da Defesa Civil Municipal.
Equipes compostas por 18 profissionais, incluindo membros do Corpo de Bombeiros, Prevfogo/IBAMA e Secretaria de Meio Ambiente, estão trabalhando no combate às chamas. Imagens de satélite do dia 6 de outubro indicavam que 131 hectares de pastagens já haviam sido destruídos.
Após chuvas nos dias 8 e 9 de outubro, a situação melhorou, mas continua em observação. “Estamos sem focos de incêndio atualmente, mas monitoraremos a situação”, observou o sargento Albuquerque.
O prefeito Jerry Correia convocou uma reunião de emergência no domingo (8) para abordar os incêndios, solicitando mais apoio e pedindo à população que evite queimadas durante este período de seca.
Dados do Programa Queimadas, do INPE, mostram que, até 9 de outubro, Assis Brasil teve 95 focos de queimada em 2023, sendo 30 deles nos primeiros nove dias deste mês. Comparativamente, o Acre registrou quase 1.000 focos no mesmo período, totalizando 5.695 focos neste ano – uma redução de 45% em relação ao ano anterior.