Leonardo Oliveira da Silva, conhecido como Léo Trader, foi sentenciado a 37 anos e 5 meses de prisão por ter cometido 25 estelionatos, ao se fazer passar por agente financeiro da XP Investimentos S/A, uma das principais corretoras independentes do Brasil.
Preso em 6 de setembro na Bahia, Leonardo possuía R$ 26 milhões em sua conta bancária. Ele alegou que o dinheiro adquirido das vítimas foi investido em uma corretora estrangeira que, após falir, foi incapaz de devolver os investimentos aos prejudicados.
Segundo a sentença do juiz Guilherme Aparecido do Nascimento, Leonardo agia de forma desonesta, trazendo não apenas prejuízos materiais, mas também problemas psicológicos às vítimas.
“O acusado passou a ostentar uma vida de gastos elevados, com grande movimentação de dinheiro, viagens luxuosas frequentes, constantes trocas de carros e aparelhos celulares, demonstrando sua má-fé e vontade de auferir vantagem indevida em face das vítimas, para sustentar seu estilo de vida”, disse o magistrado.
Apesar de tentar recorrer para garantir sua liberdade, o pedido de Leonardo foi negado pelo juiz. Ele argumentou que não havia motivo para revogar a prisão, considerando a gravidade dos crimes e o risco de reiteração delitiva, mantendo assim a prisão preventiva do réu.
“Não há qualquer elemento para revogar a prisão. O réu foi condenado, a pena é superior a 8 anos e respondeu a toda ação penal preso. Dessa forma, mantidos firmes os requisitos da segregação cautelar, e ainda, analisando o perigo concreto dos crimes praticados e da probabilidade de reiteração de delitos, colocando em risco a ordem pública, nego o direito de apelar em liberdade, devendo ser mantida sua prisão preventiva”, concluiu.
Desde 2021, Leonardo vinha aplicando golpes financeiros, prometendo investimentos com lucros que nunca se concretizavam, desviando o dinheiro das vítimas. Seus golpes totalizaram R$ 5.232.541,32, afetando seu próprio pai, amigos íntimos da família, famílias tradicionais, delegados de polícia e funcionários públicos. Sua vida de luxo, com viagens, carros e iates caros, era sustentada pelo dinheiro obtido de forma fraudulenta.