O encontro que estava marcado para acontecer entre o ex-presidente Jair Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro, o prefeito Tião Bocalom e seu vice, Alysson Bestene, na próxima semana em Brasília, foi suspenso.
A agenda visava gravações de depoimentos para serem utilizados nos programas eleitorais durante a campanha. A suspensão ocorreu devido ao nervosismo e irritação de Bolsonaro nos últimos dias, em razão das revelações das investigações da Polícia Federal no caso “Abin Paralela”, que revelou um grupo de espionagem contra autoridades públicas, envolvendo funcionários da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante a gestão de Bolsonaro.
Na última quinta-feira, 11, cinco pessoas foram presas pela Polícia Federal durante uma operação autorizada pelo Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que foi uma das vítimas do monitoramento ilegal.
Já nesta sexta-feira, 12, o STF realizou uma audiência de custódia dos cinco presos, conduzida pelo juiz instrutor do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, decidindo manter a prisão dos investigados.
Os presos são Mateus de Carvalho Sposito, ex-funcionário da Secretaria de Comunicação da Presidência da República; o empresário Richards Dyer Pozzer, o influencer digital Rogério Beraldo de Almeida; Marcelo Araújo Bormevet, policial federal; e Giancarlo Gomes Rodrigues, militar do Exército.
De acordo com a investigação da Polícia Federal, os cinco acusados participaram do monitoramento ilegal, que teria sido realizado com o conhecimento do ex-diretor da Abin e atual deputado federal Alexandre Ramagem (PL/RJ). O objetivo do grupo era monitorar ministros do STF, políticos e jornalistas.