Mulher invade prédio do 3º Conselho Tutelar de Rio Branco, danifica veículos e gera clima de pânico

O 3º Conselho Tutelar de Rio Branco enfrentou uma situação de extrema violência no início da tarde desta terça-feira, 20. Por volta de meio-dia, uma mulher invadiu o prédio da instituição, causando danos significativos e gerando um clima de pânico.

De acordo com relatos da coordenadora do Conselho, Terezinha Santana, a mulher chegou ao local gritando, querendo o filho dela e ameaçando os funcionários.

“Então tu vai comigo lá buscar de carro ou eu vou quebrar tudo e vou te matar. Eu sou filha de polícia,” disse a mulher em tom de ameaça. 

Durante o ataque, ela chutou e bateu na porta do conselho, além de danificar veículos e motos dos funcionários. Entre os danos causados, estavam a quebra de lanternas, retrovisores, e até mesmo o trinco do para-brisa de um dos carros.

Em um momento de desespero, uma funcionária fez um apelo urgente por ajuda: “Pessoal, boa tarde, deixa eu falar pra vocês, nós estamos sendo atacados aqui, por uma louca, quebrou os nossos carros, nós estamos sendo atacados, a gente já ligou pra polícia, já chamamos céus e terra e não aparece ninguém. Nós estamos há mais de 20 minutos sendo atacados por uma mulher dentro do conselho, quebrando nossos carros, nossas motos, a gente tá trancado aqui sem conseguir sair, ajuda a gente aí porque tá ficando difícil, já tá insustentável essa situação, por favor”.

A invasora também quebrou o portão do conselho e danificou um cano da bomba. Segundo Terezinha, os funcionários lidam diariamente com situações complexas envolvendo dependentes químicos, pessoas com transtornos mentais, e casos relacionados a facções e abusos. Ela afirma que já sofreram outras ameaças e, em um incidente anterior, houve uma tentativa de incêndio no prédio.

A situação trouxe à tona a necessidade urgente de medidas de segurança adequadas para os conselhos tutelares. 

“Os 4 conselhos tutelar deveriam ter segurança armada, igual nos hospitais, escolas e outros setores públicos. Nós lidamos com vidas e as nossas medidas na maioria das vezes não agradam os violadores”, declara Terezinha Santana.

A coordenadora também sugere que os vereadores considerem a criação e aprovação de um projeto de lei para garantir a segurança nos conselhos tutelares, refletindo a necessidade de proteção e segurança para aqueles que trabalham em defesa dos direitos das crianças e adolescentes.