Uma pesquisa inédita da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) aponta que motocicletas, motonetas e ciclomotores estão ganhando cada vez mais espaço na mobilidade urbana e rural do Brasil, representando uma solução ágil e eficiente tanto para o transporte de pessoas quanto de mercadorias. Segundo o levantamento, esses veículos já correspondem a cerca de 28% da frota nacional, com uma tendência de crescimento constante.
A preferência por motos e similares é impulsionada por fatores econômicos e práticos. Além de serem mais acessíveis em termos de custo inicial e manutenção, esses veículos oferecem economia de combustível e, especialmente em áreas urbanas congestionadas, permitem deslocamentos mais rápidos em comparação aos automóveis.
No Brasil, para conduzir esses veículos, é necessário possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A, ou em combinações como AB, AC, AD ou AE. Quem pretende pilotar ciclomotores também pode obter a Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC).
Crescimento da frota
A pesquisa, que utilizou dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) e outras bases de informações, mostrou que os veículos de passeio ainda predominam no Brasil, representando mais de 60% da frota total. No entanto, o número de motocicletas, motonetas e ciclomotores tem crescido a uma taxa média de 0,36% ao ano nos últimos quatro anos. Se mantida essa tendência, a previsão é que, nos próximos seis anos, esses veículos representem 30% da frota nacional.
Atualmente, o estado de São Paulo lidera o ranking com a maior frota de motocicletas e similares, somando 7 milhões de veículos, seguido por Minas Gerais, com 3,5 milhões, e Paraná, com 1,4 milhão. No Acre, o total de motocicletas e ciclomotores chega a 200 mil.

Estados com maior proporção de motos
Estados do Norte e Nordeste, como Maranhão (59,7%), Piauí (55,1%) e Pará (54,5%), lideram o ranking proporcional de motos em relação ao total de veículos. O Acre também se destaca, com 53,1% da frota composta por motocicletas, motonetas e ciclomotores, seguido por Rondônia (51,2%). Esses estados têm a moto como principal meio de transporte, impulsionados por questões econômicas, geográficas e culturais.

A pesquisa revela que, mesmo com números absolutos menores, estados como o Acre e Piauí têm uma maior preferência pelo uso de motocicletas, o que evidencia a importância desses veículos para a mobilidade local, sobretudo em áreas mais afastadas e com menor infraestrutura viária.