Após as declarações do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), que durante o Festival da Macaxeira voltou a reforçar sua pretensão de disputar o governo do Acre em 2026, a vice-governadora Mailza Assis (PP) tratou de reafirmar publicamente sua intenção de concorrer ao Palácio Rio Branco.

Apontada como a candidata “imposta” pelo governador Gladson Cameli, Mailza busca de todas as formas consolidar sua viabilidade política, mesmo sem conseguir conquistar a confiança da população acreana ou apresentar resultados que justifiquem sua ascensão.
Em entrevista, confirmou sua candidatura e declarou o desejo de contar com o apoio de Bocalom na disputa estadual:
“Sou candidata, preciso dele, gostaria muito que ele me apoiasse. Mas a política é livre, a decisão é livre, todo mundo tem o direito de ser. Eu sigo fazendo minha campanha com coragem, compromisso e responsabilidade. É isso que precisa acontecer na boa política”, afirmou.
Entretanto, o discurso da vice-governadora contrasta com a realidade política do Acre. Mailza não consegue avançar nas pesquisas, não empolga o eleitorado e carrega o peso da imagem do governo Gladson Cameli — marcado por escândalos, denúncias e incapacidade de enfrentar os principais problemas do estado.
Sua candidatura é vista por muitos como sinônimo de continuidade do caos administrativo que mergulhou o Acre em crise nas áreas da saúde, segurança e infraestrutura. Em um cenário em que a população clama por mudanças, é improvável que aceite mais quatro anos de retrocessos impostos por um projeto de poder sustentado em acordos políticos, e não no interesse público.