Mulher acusada de mandar matar marido por herança vai a júri popular em Xapuri

A Justiça do Acre marcou para o dia 6 de novembro o julgamento de Risonete Borges Monteiro e Benigno Queiroz Sales, acusados de participação no assassinato do colono Francisco Campos Barbosa, conhecido como “Chico Abreu”. O crime ocorreu em novembro de 2022, no município de Xapuri, interior do Acre. A sessão está prevista para começar às 9h, no Tribunal do Júri do Fórum local.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Acre (MP-AC), Risonete, companheira da vítima, teria planejado o crime com o objetivo de ficar com o patrimônio do marido, que incluía terras, gado e dinheiro. O executor apontado é Benigno Queiroz, que havia começado a trabalhar na propriedade pouco tempo antes do assassinato.

As investigações apontaram que, dias antes da morte, Francisco havia recebido cerca de R$ 16 mil de uma negociação, informação que teria motivado o plano criminoso.

A defesa de Risonete, representada pelo advogado Luiz Henrique Fernandes Suarez, nega qualquer envolvimento.

“A defesa reafirma a inocência dela perante o caso e ressalta a ausência total de indícios de autoria e materialidade que a vinculem ao crime em detrimento ao seu ex-marido”, declarou o advogado.

Já Benigno é representado pela Defensoria Pública do Estado (DPE-AC), que não costuma se pronunciar publicamente sobre os processos em que atua.

De acordo com a intimação expedida pela Vara Criminal de Xapuri, os réus, testemunhas e o delegado responsável pela investigação devem comparecer à sessão. O julgamento ocorre quase dois anos após o crime que chocou a comunidade local.