O Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Estado do Acre (SEAC/AC) divulgou, nesta terça-feira (11), uma nota de repúdio à declaração emitida pelo Governo do Estado do Acre sobre os pagamentos dos contratos de prestação de serviços terceirizados.
De acordo com o documento assinado pela Diretora-Presidente do Sindicato, Aldeneide B. de Lima, o governo tem feito repasses mensais às empresas, mas os valores estão defasados por não incluírem as repactuações obrigatórias previstas em contrato — ajustes necessários para atualizar salários, encargos e auxílios pagos aos trabalhadores.
O sindicato afirma que, enquanto as empresas são obrigadas a arcar com os reajustes salariais dos colaboradores, o Estado continua pagando com base em valores antigos, o que tem provocado desequilíbrio financeiro e risco de colapso no setor.
Segundo o SEAC, os valores pendentes de repactuação já ultrapassam R$ 50 milhões apenas entre as empresas associadas à entidade, comprometendo a capacidade operacional e a manutenção dos postos de trabalho.
“Nosso objetivo é garantir a continuidade dos serviços públicos e, sobretudo, proteger os interesses dos trabalhadores terceirizados, que são os maiores prejudicados pela inércia administrativa e pela falta de atualização contratual”, destacou a presidente do sindicato, Aldeneide B. de Lima.
O SEAC/AC reforça que continua aberto ao diálogo com o governo, mas cobra que o Estado reconheça o problema e adote medidas imediatas para regularizar as pendências. O sindicato alerta que a falta de providências pode agravar a crise e afetar diretamente centenas de famílias que dependem desses contratos para o sustento.