Pastor envolvido em acidente que matou árbitro ainda não prestou depoimento, diz polícia

O pastor Roberto Coutinho ainda não foi ouvido oficialmente sobre o acidente que resultou na morte do árbitro Ruan Rhiler Santos, ocorrido há mais de um mês na Rodovia AC-10, conhecida como Estrada de Porto Acre, no interior do estado. O religioso conduzia a caminhonete que colidiu com a motocicleta da vítima, no km 18 da via.

De acordo com o delegado Leonardo Neves, responsável pelas investigações, a perícia no local do acidente já foi concluída e o laudo pericial emitido. Segundo ele, o pastor deverá prestar depoimento nos próximos dias, possivelmente antes do início do recesso judiciário, previsto para começar no próximo sábado (20).

“A perícia do local do crime foi concluída e o laudo já nos foi encaminhado. As investigações seguem em andamento. As oitivas das testemunhas estão praticamente finalizadas, restando apenas a oitiva das partes envolvidas e a conclusão dos relatórios dos investigadores, que serão analisados antes do encaminhamento do caso à Justiça”, explicou o delegado.

O advogado de defesa, Ribamar Feitoza, afirmou que Roberto Coutinho segue abalado emocionalmente com o ocorrido e permanece à disposição das autoridades. “É uma situação muito inesperada para ele. Falar sobre o assunto tem sido difícil, pois ainda não está em condições emocionais de comentar o caso”, declarou.

Investigações continuam

Segundo o delegado Leonardo Neves, é comum que pessoas investigadas sejam ouvidas apenas na fase final das apurações. “Há todo um processo que envolve laudo pericial, depoimentos de testemunhas e outras diligências. Somente após isso ocorre a oitiva dos investigados”, ressaltou.

Roberto Coutinho é pastor da Assembleia de Deus Madureira de Porto Acre e é casado com a vereadora e também pastora Évila Coutinho (PP), que estava no veículo no momento do acidente. Tanto a parlamentar quanto a defesa negam que a caminhonete tenha invadido a pista contrária.

O teste do bafômetro realizado no pastor deu negativo para consumo de álcool. Ele permaneceu no local do acidente, acionou o socorro para a vítima e foi encaminhado à Delegacia de Flagrantes (Defla), onde foi ouvido e liberado para responder ao processo em liberdade.