Polícia prende principal suspeito do assassinato do ativista cultural Moisés Alencastro

A Polícia Civil do Acre prendeu, na manhã desta quinta-feira (25), Antônio de Sousa Morais, de 22 anos, apontado como principal suspeito da morte do ativista cultural e servidor público Moisés Alencastro, de 59 anos. A vítima foi encontrada sem vida dentro de um apartamento no bairro Morada do Sol, em Rio Branco, no último dia 22 de dezembro.

Antônio estava foragido desde a data em que o corpo foi localizado. A prisão ocorreu após quatro dias de buscas, durante uma operação que monitorou possíveis rotas de fuga do suspeito. Ele foi encontrado após informações indicarem que estaria escondido em uma área de mata na região do bairro Eldorado, na Estrada do Quixadá.

De acordo com o delegado Alcino Júnior, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), denúncias da população foram fundamentais para a localização do suspeito. Conforme relatado pela autoridade policial, o jovem procurou familiares durante a madrugada desta quinta-feira, momento em que a equipe policial foi até o local e realizou a prisão.

Segundo o delegado, o suspeito chegou a relatar a motivação do crime, porém detalhes não serão divulgados neste momento devido à continuidade das investigações, que apuram a participação de uma segunda pessoa no homicídio. A existência desse possível envolvimento já havia sido indicada por análises periciais realizadas no local do crime.

Após a prisão, Antônio passou por procedimentos iniciais de interrogatório e foi encaminhado à Delegacia de Flagrantes (Defla), onde permanece à disposição da Justiça e deve passar por audiência de custódia. Ele não possui antecedentes criminais. O pedido de prisão preventiva foi feito na terça-feira (23) e deferido pela Justiça na madrugada de quarta-feira (24).

As investigações avançaram a partir da análise do local, de provas periciais e de informações colhidas durante diligências realizadas desde a noite em que o corpo foi encontrado. Inicialmente tratado como possível latrocínio, o caso passou a ser investigado sob outra linha, já que não foram identificados sinais de arrombamento no imóvel.

Para a polícia, os indícios apontam que a vítima conhecia as pessoas que estavam no apartamento, o que sugere entrada consensual no local. Após o crime, os suspeitos teriam se aproveitado da situação para subtrair bens da vítima, caracterizando homicídio qualificado seguido de furto.

Durante as diligências, foram encontrados objetos pertencentes a Moisés Alencastro em um imóvel ligado ao suspeito, como documentos pessoais, controles do veículo e do apartamento, além de roupas que estão sendo analisadas pela perícia. Também há informações de uma tentativa de uso de cartões bancários da vítima, que não teria sido concluída.

O veículo de Moisés foi localizado na Estrada do Quixadá. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar e localizar a segunda pessoa suspeita de envolvimento no crime, que continua sob responsabilidade da DHPP.