A idosa Clarice Amâncio de Souza, de 77 anos, foi encontrada com princípio de hipotermia na última quinta-feira (25) em uma área de mata às margens da Estrada Transacreana, em Rio Branco. Ela havia desaparecido na véspera de Natal, dia 24, após sair de casa para ir a uma padaria.
Moradora da região da Baixada da Sobral, Clarice acabou se desorientando, não conseguiu lembrar o caminho de volta para casa e passou a circular por diversos bairros da capital. No momento em que foi localizada pelo Corpo de Bombeiros, a idosa estava deitada no chão, em meio à vegetação, consciente, porém com mãos e pés frios e coloração azulada, sinais compatíveis com princípio de hipotermia.
A guarnição de salvamento do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros foi acionada após testemunhas relatarem ter visto a idosa transitando nas proximidades do shopping da capital. As equipes entraram na área de mata da Transacreana, onde conseguiram localizar Clarice.
Após o resgate, a idosa foi levada até a viatura, onde recebeu os primeiros cuidados, incluindo o uso de manta térmica para aquecimento. Em seguida, ela foi entregue ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Pronto-Socorro de Rio Branco.
O filho da idosa, o funcionário público Éder de Souza Araújo, de 42 anos, informou que, na manhã de sexta-feira (26), ele e a mãe estiveram na Maternidade Bárbara Heliodora para avaliação médica. Posteriormente, Clarice também realizou exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), como procedimento padrão, para verificar se havia indícios de algum tipo de abuso.
Éder relatou que a mãe mora sozinha, mas recebe visitas frequentes dos filhos, que residem em bairros próximos. “Todos os dias nós passamos na casa dela. Meu irmão passa quando vai e volta do trabalho, e eu sempre deixo o almoço ao meio-dia. Quando vou buscar minha filha na escola, também passo para ver como ela está”, explicou.
Segundo ele, Clarice passaria o Natal em sua casa. “Já estava tudo organizado, a roupa comprada, para que no fim do dia ela fosse aproveitar a ceia com a família”, contou.
O desaparecimento só foi percebido na manhã do dia 24. “Quando passamos lá cedo, ela já não estava em casa. Como ela tem o costume de passear pelo canal da Maternidade, achamos que estivesse caminhando pelo bairro, já que todo mundo a conhece”, relatou o filho.