Caso “Anjo Negro”: Justiça do Acre decide levar acusado a júri popular por homicídio ocorrido em 2019

A Justiça do Acre decidiu que Eduardo Miranda da Costa, conhecido como Munrar, irá a júri popular pela morte de Alef Miranda do Nascimento, chamado de “Anjo Negro”, assassinato ocorrido em 2019. A decisão consta na sentença de pronúncia assinada pelo juiz Fábio Farias, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco.

Segundo o processo divulgado pela TV 5, Eduardo Miranda responderá por homicídio qualificado, com as agravantes de motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e meio cruel. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC).

O crime aconteceu no dia 5 de março de 2019, no ramal da Canoa, às margens da rodovia AC-40, no Segundo Distrito da capital. De acordo com a acusação, a motivação do assassinato estaria ligada a uma ordem de uma organização criminosa, relacionada a um episódio anterior envolvendo uma tentativa de homicídio contra uma ex-namorada, que também faria parte da mesma facção.

Eduardo Miranda estava foragido e foi preso no dia 19 de fevereiro de 2025 por policiais militares do 2º Batalhão da Polícia Militar do Acre. Com a sentença de pronúncia, ele será julgado pelo Conselho de Sentença, em data que ainda será definida pelo Judiciário.

Outros dois acusados de envolvimento no crime, Iranildo Souza de Moura, conhecido como Mafim, e Ricardo Andrade de Oliveira, já foram julgados em maio de 2024 e condenados pelo Tribunal do Júri. Ricardo Andrade, apontado como integrante da cúpula da organização criminosa, recebeu a pena de 28 anos, 1 mês e 15 dias de prisão. Já Iranildo Souza foi condenado a 20 anos, 7 meses e 15 dias.