Incêndio destrói hamburgueria em Rio Branco e deixa prejuízo de R$ 30 mil para jovem empreendedor

O incêndio que destruiu uma hamburgueria no bairro João Eduardo I, em Rio Branco, na madrugada do último sábado (10), causou um prejuízo estimado em cerca de R$ 30 mil ao microempresário Caio Aquino, de 27 anos. O estabelecimento era a principal fonte de renda da família.

Em entrevista, Caio contou que o fogo começou por volta das 2h da madrugada, enquanto ele e a mãe, Katherine Aquino, de 45 anos, dormiam. Os dois foram avisados por conhecidos por meio de uma ligação telefônica.
“Acordamos com essa notícia terrível”, lamentou.

Inicialmente, eles acreditaram que a situação estaria sob controle, mas, ao chegarem ao local, perceberam a gravidade do incêndio.
“Quando a gente chegou, o lanche já estava todo tomado pelas chamas. Não tinha mais o que fazer”, relatou.

A hamburgueria era administrada por mãe e filho há quase três anos. Segundo Caio, praticamente tudo foi destruído pelo fogo. Apenas seis cadeiras de madeira não chegaram a ser atingidas pelas chamas.

Entre os prejuízos estão equipamentos e mercadorias. Um dos itens mais caros perdidos no incêndio foi um ar-condicionado de 30 mil BTUs, avaliado em cerca de R$ 10 mil.

Diante do cenário, o microempresário afirmou que criou uma vaquinha solidária para tentar se reerguer e que pretende retomar as atividades de forma improvisada.
“A ideia é reiniciar as vendas na área da minha casa, trabalhando inicialmente só com hambúrgueres e sanduíches”, explicou.

Caio disse que pretende adquirir uma chapa mais simples e utilizar uma churrasqueira que já possui.
“Vou comprar uma chapa mais em conta e usar a churrasqueira que tenho. É o que dá para fazer agora”, completou.

Apesar das dificuldades, ele afirma manter a esperança de reconstruir o negócio aos poucos e acredita no apoio dos clientes conquistados ao longo dos últimos anos.
“É tudo terrível, mas tenho fé que vou me reerguer”, afirmou.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio teve início no interior do estabelecimento comercial, que possui uma residência ampla nos fundos e estruturas semelhantes a apartamentos, além de estar localizado em uma área urbana cercada por outras casas.

A proprietária informou à guarnição que costuma deixar a churrasqueira com brasa acesa após o encerramento das atividades. Ela relatou que saiu do local por volta da meia-noite e foi avisada do incêndio cerca de duas horas depois.

Os bombeiros alertaram que a prática não é segura, por se tratar de um ambiente fechado, quente e confinado, com presença de brasa ativa, fumaça e grande quantidade de materiais combustíveis, como madeira, eletrodomésticos, botijas de gás, embalagens e insumos, o que representa alto risco de ignição e propagação do fogo.