Apontado como líder de facção no Amazonas, indígena é preso pelo Bope em Rio Branco

O indígena da etnia Apurinã, Kauã Santos da Silva, conhecido como Kauã Apurinã, foi preso na quarta-feira (28) por uma guarnição do Batalhão de Operações Especiais (Bope), durante uma ação policial no Conjunto Waldemar Maciel, na região do Calafate, em Rio Branco.

De acordo com informações das forças de segurança, ele é apontado como um dos criminosos mais procurados pela Justiça nos municípios de Boca do Acre e Pauini, no Amazonas. As autoridades afirmam que Kauã seria líder de uma facção criminosa com atuação em toda a região.

Ainda segundo a polícia, o grupo ligado a ele inclui Paulo Victor Borges de Lima (22), Davi Delmiro da Silva (27) e Lucas Vieira dos Santos (24). Eles são investigados por envolvimento com tráfico de drogas, homicídios, tortura, extorsão e outros crimes.

Com prisão preventiva decretada pela Justiça de Pauini desde o ano passado, os suspeitos teriam se deslocado para Boca do Acre, onde, conforme a investigação, continuaram atuando com apoio da organização criminosa. Nesse período, Kauã Apurinã teria voltado a se envolver em novos homicídios.

Desde novembro do ano passado, o grupo estaria alternando permanência entre Boca do Acre e Rio Branco. A polícia acredita que Kauã tenha fixado residência provisória na capital acreana enquanto articulava a mudança da quadrilha para o interior de Rondônia. Com a prisão, essa movimentação deve ser interrompida.

A Polícia Civil do Amazonas, por meio da 63ª Delegacia Interativa de Pauini, divulgou imagens dos demais suspeitos que seguem foragidos. As fotografias estão sendo compartilhadas em todo o país para auxiliar na captura. Informações podem ser repassadas pelos telefones (92) 99158-9944 (DIP Pauini) ou pelo 181, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas.