Após mais de um mês de investigação, a Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (11), o principal suspeito de matar Carlos César de Souza da Silva, de 24 anos, assassinado a tiros na noite de Ano Novo em Mâncio Lima, no interior do Acre.
O nome do suspeito não foi divulgado, mas, segundo a polícia, ele é conhecido pelo apelido de “Peteca” e é considerado um dos indivíduos mais perigosos do município.
Carlos César foi morto na madrugada de 31 de dezembro, quando três homens encapuzados invadiram a casa onde ele dormia com a família. Os criminosos teriam se passado por policiais para conseguir acesso à residência. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a vítima já estava sem vida.
De acordo com o delegado Marcílio Laurentino, o preso é investigado por diversos roubos e também por envolvimento em homicídios registrados no ano passado e neste ano. “Ele confessou a prática dos roubos e informou os participantes. Com isso, damos uma resposta à população de Mâncio Lima, que vem sofrendo com constantes assaltos a residências e estabelecimentos comerciais”, afirmou.
Histórico da vítima
Carlos César havia sido preso no fim de novembro acusado de matar o próprio primo, Claudemir Cruz Vieira, de 26 anos, durante uma briga na Comunidade São Salvador, zona rural de Mâncio Lima.
Segundo a Polícia Militar, a discussão teria começado por causa da divisão da carne de um tatu caçado no dia anterior. Durante o desentendimento, Carlos foi agredido com um pedaço de madeira e, em seguida, desferiu um golpe de faca contra o primo, atingindo a lateral esquerda do corpo. A vítima ainda caminhou alguns metros antes de cair em frente a uma igreja, já sem vida.
Após o crime, Carlos recebeu atendimento no Hospital Dr. Abel Pinheiro Maciel Filho e foi conduzido à delegacia, onde permaneceu preso. Posteriormente, foi colocado em liberdade para responder ao processo, até ser morto na virada do ano.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.