A Justiça do Acre negou o pedido de anulação da prisão preventiva do mecânico Rony Cley de Souza Figueiredo, apontado como um dos envolvidos na morte de Alan Victor da Silva, de 30 anos, ocorrida no dia 6 de janeiro, no Canal da Maternidade, em Rio Branco.
O segundo acusado, Acir Thomas, responde ao processo em liberdade. Segundo a decisão judicial, ele é proprietário de uma oficina mecânica, local onde pode ser facilmente encontrado para novos interrogatórios ao longo do processo.
De acordo com os autos, o crime teria sido motivado pela suspeita de que a vítima teria furtado uma televisão. Alan foi atingido, recebeu atendimento inicial ainda no local e foi encaminhado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Pronto Socorro da capital, mas não resistiu aos ferimentos.
A defesa de Rony argumentou que ele é réu primário, pai de dois filhos menores e possui deficiência visual em um dos olhos, condição que exigiria cuidados específicos. Com base nesses pontos, o advogado solicitou a substituição da prisão por medidas cautelares.
Ao analisar o pedido, o juiz Fábio Alexandre Costa de Farias destacou que condições pessoais, como paternidade ou deficiência, não impedem a responsabilização penal. O magistrado ressaltou ainda que o crime ocorreu durante o dia, nas proximidades do Terminal Urbano — área de grande circulação — o que, segundo ele, reforça o risco à ordem pública.
A decisão também apontou que a defesa não comprovou que o acusado seja o único responsável pelos filhos nem que seu estado de saúde inviabilize a permanência no sistema prisional.
Rony foi preso em flagrante no dia do crime e permanece detido no Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde.
Relembre o caso
Alan Victor da Silva caminhava pelo Canal da Maternidade quando foi abordado. Mesmo após ser socorrido, morreu menos de 24 horas depois.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Acre, Acir teria descido de um veículo armado e efetuado disparos contra a vítima. A acusação foi aceita pela 1ª Vara do Tribunal do Júri.
Conforme a Polícia Civil, durante interrogatório, Rony confessou participação no crime. Ambos passaram à condição de réus pela morte de Alan.