Operação na fronteira prende suspeito de participação na morte de jovem achado no Rio Juruá

Mais um suspeito de envolvimento na morte de João Vitor da Silva Borges, de 21 anos, foi preso neste sábado (21) durante a Operação Protetor das Fronteiras, realizada pelo Grupo Especial de Operações em Fronteiras em Cruzeiro do Sul. O jovem havia sido encontrado morto em março do ano passado no Rio Juruá.

Segundo a Polícia Civil, João Vitor foi morto por integrantes de uma facção criminosa após se envolver em uma abordagem da Polícia Militar, quando imobilizou outro jovem — fato que teria provocado revolta entre membros do grupo. Ao todo, 16 pessoas já foram presas no caso, e três suspeitos foram pronunciados para júri popular.

Durante a mesma ação, no bairro Coab, outro homem com mandado de prisão em aberto também foi capturado. A polícia não divulgou a identidade dos presos nem detalhou qual teria sido a participação do suspeito detido na morte do jovem. O segundo homem era procurado por tráfico de drogas após romper a tornozeleira eletrônica e se esconder em uma residência.

Dor da mãe

A mãe de João Vitor, a auxiliar de serviços gerais Maria Verônica Bezerra da Silva, relata que o luto permanece intenso desde a perda do filho.

Ela conta que criou o jovem sozinha desde a gravidez e que o primeiro Natal sem ele foi um dos momentos mais difíceis. João Vitor produzia conteúdos humorísticos nas redes sociais e havia sido sorteado para um curso de eletricista no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.

Após a tragédia, Maria Verônica recebeu atendimento psicológico oferecido pela Secretaria Estadual da Mulher e afirma que segue enfrentando o processo de luto diariamente.

Relembre o caso

João Vitor desapareceu em 8 de março de 2025, após sair de casa sem informar o destino. O corpo foi encontrado três dias depois às margens do Rio Juruá.

De acordo com a investigação, o jovem foi atraído até o bairro Cohab por conhecidos. A polícia aponta que o crime teria sido motivado por um episódio anterior envolvendo uma abordagem policial registrada por populares, que gerou conflito com integrantes de uma facção criminosa.

As investigações continuam e outros desdobramentos do caso ainda aguardam decisão da Justiça.