Diretor de escola é denunciado por 12 alunas por assédio sexual e caso choca cidade no Acre

Um caso grave envolvendo o ambiente escolar veio à tona em Marechal Thaumaturgo, no interior do Acre. Um grupo de 12 alunas procurou a delegacia do município para denunciar o diretor de um colégio por assédio sexual. O suspeito foi preso dentro da própria escola na última segunda-feira (23), mas acabou sendo liberado após pagar fiança de R$ 3 mil. Ele nega as acusações.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Marcílio Laurentino, as estudantes relataram comportamentos recorrentes por parte do gestor escolar.
“Uma delas afirmou ter sido vítima de assédio sexual, e outras disseram que passaram por situações semelhantes em períodos anteriores”, explicou.

Relatos envolvem adolescentes, incluindo vítima de 13 anos

De acordo com depoimentos colhidos pela polícia, o diretor costumava chamar alunas para sua sala. Uma das vítimas contou que recusou o convite e, a partir disso, passou a sofrer com assobios e olhares insistentes.

Outro relato que chamou atenção das autoridades foi o de uma adolescente de apenas 13 anos, que também afirma ter sido assediada. A Polícia Civil segue ouvindo outras possíveis vítimas ao longo da semana.

Prisão e investigação

Após as denúncias, agentes da Polícia Civil foram até a escola e conduziram o diretor para prestar esclarecimentos. Ele foi autuado por assédio sexual, com agravantes por, supostamente, ter ocorrido dentro de uma instituição de ensino e envolver menores de idade.

Apesar disso, como o crime tem pena inferior a quatro anos, foi estipulada fiança, que foi paga, permitindo que o suspeito responda ao processo em liberdade.

O delegado reforçou que o caso será investigado com rigor:
“A Polícia Civil vai ficar atenta a esses casos em ambiente escolar para que não fiquem impunes”, destacou.

Prefeitura se manifesta

O prefeito Valdelio Furtado afirmou que ainda não tinha conhecimento formal da denúncia, mas garantiu que irá buscar informações junto à Secretaria de Educação.

Segundo ele, o secretário Eclínio Furtado está em viagem e sem comunicação no momento.
“Vai sair da escola se for comprovado, não admito uma situação dessa”, declarou o prefeito.

Próximos passos

A Polícia Civil deve:

  • Ouvir todas as vítimas ao longo da semana
  • Formalizar os procedimentos investigativos
  • Comunicar a Secretaria de Educação sobre o caso
  • Avaliar o possível afastamento do diretor

A identidade do suspeito não foi divulgada pelas autoridades.

O caso gera forte repercussão na cidade e levanta um alerta sobre a importância de denúncias e da proteção de crianças e adolescentes no ambiente escolar.