Uma aeronave modelo Cessna Aircraft 150H decolou com destino a Tarauacá no dia 20 de maio, porém precisou fazer um pouso de emergência no rio. Não houve nenhuma morte no acidente.
Mesmo comprovado que o avião estava acima do peso permitido e não tinha autorização para operar como táxi aéreo, a Força Aérea Brasileira (FAB) decidiu suspender as investigações sobre o que causou a queda.
A FAB informou que, a partir do Decreto n° 9.540/2018 – que regula o funcionamento do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer) – o órgão tem autonomia para decidir encerrar uma investigação em andamento. As investigações só podem ser interrompidas se no inquérito for constatado ato ilícito doloso relacionado à causalidade do sinistro ou se a investigação não trouxer proveito à prevenção de novos acidentes ou incidentes aeronáuticos.
“Em razão de, no presente evento, ter sido considerada ao menos uma das hipóteses elencadas acima, a ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PT-DFX, no município de Tarauacá (AC), no dia 20 de maio de 2024, foi encerrada sem o desenvolvimento de uma investigação Sipaer. Dessa forma, não haverá a emissão de um Relatório Final”, disse o Centro de Comunicação do Sipaer.
Relembre o caso
O avião monomotor Cessna de prefixo PT-DFX saiu de Jordão com destino a Tarauacá, mas caiu no Rio Tarauacá a poucos minutos do aeroporto de destino. Três pessoas ocupavam o avião: o piloto Pedro Rodrigues; Wesley Evangelista Lopes (contratante do voo) e Genésio Rodrigues de Olinda. Genésio foi socorrido por populares e levado ao hospital com uma fratura no nariz, sendo liberado horas depois.