O assassinato de Márcia Maria da Costa Azevedo, morta a facadas pelo próprio filho, Eduardo da Costa Azevedo, em novembro de 2024, segue com desdobramentos na Justiça. O acusado, preso desde o crime, tornou-se réu por homicídio qualificado e fraude processual.
Para evitar represálias de outros detentos, Eduardo, de 23 anos, foi transferido para um presídio fora da capital acreana. A decisão foi tomada diante do risco de ataques dentro do sistema prisional.
A Justiça do Acre determinou a realização de um exame de sanidade mental para avaliar se Eduardo tinha plena capacidade de compreender seus atos no momento do homicídio. O procedimento será conduzido pelo Instituto Médico Legal (IML), e o laudo deveria ser apresentado em até 45 dias. No entanto, até o momento, não há confirmação sobre a conclusão do exame.
O crime chocou a capital acreana pela brutalidade. Márcia foi encontrada morta com uma faca cravada no corpo, e, inicialmente, Eduardo tentou simular surpresa ao descobrir o crime. Posteriormente, ele confessou o assassinato, alegando que estava sob efeito de álcool e drogas.
Com o processo suspenso até a conclusão do exame, a defesa solicitou que o caso fosse mantido sob segredo de justiça, o que foi aceito pelo magistrado responsável. Caso o laudo confirme sua capacidade mental, Eduardo deverá ser julgado pelo Tribunal do Júri.