Leandro Araújo da Silva Souza, um dos três homens baleados durante uma confusão no Pronto-Socorro (PS) de Rio Branco, na última sexta-feira (19), foi preso no mesmo dia após receber alta médica. Ele foi autuado por desacato.


Os três feridos são primos e foram atingidos por disparos durante uma discussão que ocorreu dentro e fora da unidade hospitalar, envolvendo seguranças do PS, familiares e policiais militares acionados para conter o tumulto.
A prisão de Leandro foi confirmada neste sábado (20) pela esposa dele, a cozinheira Maria Francisca Souza da Silva. Segundo ela, a família contesta a versão apresentada pelas autoridades. “Eles alegaram que os primos quebraram a sala do médico, desacataram e agrediram, mas estamos sem provas porque o pronto-socorro não cedeu as imagens para a gente”, afirmou.
Ainda de acordo com Maria Francisca, a cunhada Sabrina Souza de Araújo também permanece presa pelo mesmo motivo.
Estado de saúde
Segundo informações da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), o estado de saúde dos outros dois feridos é o seguinte:
- Diego Araújo da Silva passou por cirurgia, segue em estado estável e pode receber alta nos próximos dias, caso não haja intercorrências;
- Raimundo Felipe da Guellere permanece internado, sob observação médica.
Confusão
Conforme relatos de testemunhas, a confusão teve início enquanto familiares acompanhavam o pai de Leandro, que estava internado na ala semi-intensiva do hospital após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). O desentendimento teria começado após funcionários orientarem os parentes a deixarem um setor restrito da unidade.
Ainda segundo familiares, após saírem do local, a discussão continuou do lado de fora do hospital. Seguranças acionaram a Polícia Militar e, durante a abordagem, houve um novo confronto, momento em que os disparos atingiram os três primos.
Em nota divulgada na sexta-feira (19), a Sesacre e a Polícia Militar informaram que houve tentativas de acesso a áreas restritas do hospital, o que teria provocado tumulto e exigido a intervenção das equipes de segurança e o acionamento da PM.
Familiares, no entanto, contestam a versão oficial e criticam a atuação policial, alegando excesso na abordagem. O caso segue sendo apurado pelas autoridades.
