Polícia identifica autor da morte de Moisés Alencastro e suspeito está foragido no Acre

A Polícia Civil do Acre confirmou, nesta quarta-feira (24), que a autoria do assassinato do ativista cultural e servidor do Ministério Público do Acre (MP-AC), Moisés Alencastro, de 59 anos, já foi definida. O principal suspeito é Antônio de Sousa Morais, de 22 anos, que está foragido da Justiça.

De acordo com as investigações, há indícios da participação de uma segunda pessoa no crime, que ainda não foi formalmente identificada. Para auxiliar nas buscas, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) disponibilizou o telefone (68) 99912-2964 para denúncias.

Segundo o delegado Alcino Júnior, responsável pelo caso, os avanços ocorreram a partir da análise do local do crime, de provas periciais e de informações colhidas durante diligências realizadas desde a noite da última segunda-feira (22), quando o corpo da vítima foi encontrado no bairro Morada do Sol, em Rio Branco.

Ainda conforme o delegado, o suspeito não possui antecedentes criminais. Na noite de terça-feira (23), a polícia representou pela prisão preventiva do investigado, e, durante a madrugada, a Vara de Plantão do Tribunal de Justiça do Acre expediu o mandado de prisão. Com isso, Antônio de Sousa Morais passou oficialmente à condição de foragido.

Inicialmente tratado como possível latrocínio, o caso ganhou novos contornos com o avanço das investigações. Para a polícia, a ausência de sinais de arrombamento indica que Moisés conhecia as pessoas que estavam no apartamento no momento do crime.

“A falta de arrombamento e de qualquer violação no imóvel leva a crer que as pessoas entraram de forma consensual, possivelmente amigos ou pessoas do relacionamento da vítima”, explicou Alcino Júnior.

Após o homicídio, os suspeitos teriam se aproveitado da situação para subtrair bens da vítima, o que, segundo a polícia, caracteriza homicídio qualificado seguido de furto. Durante diligências, objetos pertencentes a Moisés foram encontrados em um imóvel ligado ao suspeito, como documentos pessoais, controles do veículo e do apartamento, além de roupas com vestígios de sangue.

Há também relatos de que o suspeito tentou utilizar cartões bancários da vítima após o crime, mas a transação foi recusada em um estabelecimento comercial. Imagens foram coletadas e incorporadas à investigação.

O carro de Moisés Alencastro foi localizado na Estrada do Quixadá, com um pneu estourado. A polícia acredita que os suspeitos tentaram fugir, mas abandonaram o veículo após o incidente em um trecho escuro da via.

O corpo da vítima apresentava rigidez cadavérica compatível com cerca de 18 a 20 horas de morte, conforme avaliação inicial. O laudo oficial ainda não foi concluído, e a arma utilizada no crime não foi localizada.

A Polícia Civil segue em diligências para capturar o autor e identificar o segundo envolvido. O caso continua sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).