A Justiça do Acre definiu para o dia 3 de março o júri popular de André de Oliveira da Silva e Denis da Rocha Tavares, acusados de envolvimento no assassinato de Cauã Nascimento Silva, de 19 anos, sobrinho-neto da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O crime ocorreu em fevereiro de 2024, em Rio Branco.
Os réus são assistidos pela Defensoria Pública do Estado (DPE-AC), que, por praxe, não comenta processos em andamento. Ambos foram pronunciados a júri popular em outubro do ano passado, após decisão judicial baseada nas investigações do caso.
Conforme apurado pela polícia, Cauã foi morto dentro de casa, enquanto descansava em seu quarto. Os acusados teriam arrombado a porta e efetuado três disparos de arma de fogo. André foi preso em posse de uma pistola calibre .40, a mesma que teria sido usada no crime. As prisões ocorreram sete meses após o homicídio.
A investigação aponta que a motivação estaria ligada a uma disputa entre facções criminosas, embora a vítima não tivesse histórico de envolvimento direto com grupos criminosos. Segundo a polícia, Cauã teria sido visto pichando siglas de uma facção rival à que teria se aproximado dias antes do assassinato.
À época, o delegado responsável pelo caso, Cristiano Bastos, afirmou que o jovem não possuía antecedentes criminais. “Ele não era de facção até então, mas passou a andar com o pessoal que tinha tomado a região. Alguns resistentes da outra facção mandaram matar ele”, explicou.
A audiência de custódia foi realizada em maio de 2025, após três tentativas de agendamento. Na ocasião, acusação, defesa e testemunhas foram ouvidas, e o juiz decidiu manter a prisão preventiva dos acusados até o julgamento.