Polícia identifica motociclista que fugiu após acidente e deixou mediador em estado grave em Rio Branco

A Polícia Civil já identificou o motociclista envolvido no acidente que deixou o mediador Elimar Nascimento Silva, de 52 anos, em estado grave. O advogado do condutor esteve na Delegacia da 3ª Regional de Polícia Civil na última sexta-feira (16) para colocá-lo à disposição das autoridades.

A informação foi confirmada pelo delegado Leonardo Neves, responsável pelas investigações.

“Colocou o cliente à disposição, mas não vou ouvi-lo nesse momento das investigações. O caso ainda é tratado como lesão corporal de trânsito, mas as investigações vão apontar para a elucidação dos fatos”, afirmou o delegado.

Estado de saúde

Elimar segue internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-Socorro de Rio Branco, com traumatismo craniano causado pela batida. Após a internação, ele também foi diagnosticado com pneumonia adquirida no hospital.

Segundo a filha, Ana Caroline do Nascimento, de 26 anos, os médicos começaram a retirar a sedação no último sábado (17) e realizaram uma traqueostomia para auxiliar na respiração.

“Ele saiu da ventilação mecânica, respira com a traqueostomia. Está acordando aos poucos, não interage ainda. Está tentando voltar à consciência”, relatou.

O acidente

A colisão aconteceu no dia 8, na Avenida Antônio da Rocha Viana, no bairro Vila Nova, em Rio Branco. Elimar trafegava de motocicleta quando foi atingido por outra moto que fazia uma conversão proibida.

Após o impacto, o condutor responsável pela batida fugiu do local sem prestar socorro.

Vida pessoal e comoção da família

Elimar trabalha como mediador de pessoas com deficiência visual na Escola Municipal Mário Lobão, no bairro Alto Alegre. Ele mora no bairro Montanhês e retornava de uma caminhada no Horto Florestal no momento do acidente.

Casado e pai de três filhas, Elimar tem mobilizado a família em um momento de forte abalo emocional.

“Ninguém esperava isso acontecer. Minha mãe está muito abalada, não consegue comer direito. Estamos nos revezando para visitá-lo, só pode uma pessoa por dia, por cerca de uma hora”, lamentou a filha.

O caso segue em investigação pela Polícia Civil.

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