Calegário cobra avanços para terceirizados e diz que apoio em 2026 será para quem defender a categoria

O deputado estadual Fagner Calegário (Podemos), conhecido por atuar na defesa dos trabalhadores terceirizados na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), falou nesta terça-feira (3) sobre os desafios enfrentados pela categoria, as conquistas recentes e o cenário político de olho nas eleições de 2026.

Ao comentar o Programa de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), que deve ficar para o próximo governo, o parlamentar destacou a importância do reequilíbrio dos contratos das empresas terceirizadas.

“A esperança é a última que morre. Pelo que consta hoje na legislação, salvo engano no artigo 18, parágrafo 3º, os gestores terão que tratar com prioridade o reequilíbrio econômico-financeiro das empresas prestadoras de serviços continuados. Isso me coloca na condição de, a cada trimestre, cobrar: o que foi feito? Qual o procedimento para que possamos acompanhar a situação das empresas?”, afirmou.

Segundo Calegário, manter os contratos atualizados e os pagamentos em dia evita que trabalhadores enfrentem atrasos salariais e falta de benefícios. “Quando a empresa está com o contrato equilibrado, o trabalhador não precisa recorrer às redes sociais ou aos gabinetes para reclamar de salário atrasado”, reforçou.

Conquistas recentes

O deputado também ressaltou avanços obtidos por meio das negociações coletivas. “Acredito que este é um ano de vitórias. Conseguimos aprovar, na última convenção coletiva, um novo aumento no auxílio-alimentação. Ainda não conseguimos incluir o tão sonhado auxílio-saúde, que é uma bandeira nossa, mas houve um ganho real de quase R$ 50 para trabalhadores que muitas vezes recebem pouco mais de um salário mínimo. Isso faz diferença no dia a dia da família”, pontuou.

Eleições 2026 no radar

Ao falar sobre o cenário político, Calegário afirmou que a formação das chapas ainda depende de articulações do governo.

“Essa é a famosa pergunta de um milhão de dólares. Acredito que o meu partido, assim como outros que orbitam a base do governo, só deve montar chapa se houver essa articulação. Hoje já vemos três chapas bem encaminhadas, além de outras que podem surgir. Minha aposta é que apenas cinco partidos terão chapas realmente competitivas”, avaliou.

Apoio será para quem defender os terceirizados

Questionado sobre qual candidatura ao governo deve apoiar, o deputado foi direto: o critério será o compromisso com os trabalhadores terceirizados.

“Eu costumo dizer: vou abraçar quem abraçar a nossa causa. Precisamos de propostas concretas para a categoria. Estamos abertos ao diálogo. Já conversei com a vice-governadora Maíza, com o senador Alan Rick, e seguimos avaliando o que é melhor para os terceirizados”, declarou.

Calegário finalizou reforçando que, sem o apoio do Executivo, os avanços ficam limitados. “Estamos há dois mandatos nessa luta. Se não houver compromisso do governo com a categoria, vamos continuar dando murro em ponta de faca. Nossa prioridade é compor com um governo que trate o trabalhador terceirizado como prioridade”, concluiu.