Quase cinco meses após a morte do aposentado Francisco Tomaz Pereira da Silva, de 61 anos, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou a principal suspeita pelo crime de homicídio. O caso ocorreu em Feijó, no interior do Acre, e o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público do Acre (MP-AC), conforme divulgado nesta quarta-feira (4).
🔎 Entenda o caso
Francisco foi morto durante uma briga com a mulher, que não teve o nome divulgado. Ele foi atingido por golpes de canivete, chegou a ser socorrido por uma ambulância, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Geral Dr. Baba, no município.
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que a mulher foi a responsável pelos golpes que mataram o aposentado. Testemunhas que estavam no local no momento da confusão foram ouvidas, e a versão de legítima defesa apresentada pela suspeita foi descartada.
O delegado de Feijó, Dione Lucas, afirmou que os dois envolvidos estavam alcoolizados no momento da briga, fator que pode ter contribuído para a violência.
“No vídeo mostra claramente a vítima se afastando e a mulher continua desferindo os golpes, é difícil ser legítima defesa”, explicou o delegado.
🎥 Vídeo foi decisivo
Um vídeo gravado por uma pessoa que estava em uma barraca próxima registrou parte da briga e foi fundamental para o andamento das investigações.
As imagens mostram uma discussão que evolui para agressões físicas entre os dois. Em determinado momento, a mulher atinge Francisco com um golpe de canivete na região abdominal e ainda tenta feri-lo outras vezes enquanto ele tenta se defender.
⚖️ Solta após audiência de custódia
A suspeita chegou a ser presa em flagrante no dia do crime, mas foi colocada em liberdade após audiência de custódia, realizada em 8 de setembro do ano passado.
Na decisão, a Justiça considerou que a mulher era ré primária, tinha emprego fixo, residência comprovada e não possuía antecedentes criminais. Ela responde ao processo em liberdade, cumprindo medidas cautelares, como:
- Comparecer aos atos do processo sempre que intimada e se apresentar periodicamente à Justiça
- Não sair da comarca sem autorização judicial
- Manter endereço e telefone atualizados
- Não frequentar bares ou locais com consumo de bebida alcoólica
O caso agora segue para análise do Ministério Público e da Justiça, que vão decidir os próximos passos do processo.