Bocalom renuncia à Prefeitura de Rio Branco para disputar governo do Acre em 2026

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, oficializou nesta quinta-feira (26) sua renúncia ao cargo para disputar o governo do Acre nas eleições de 2026.

A carta de renúncia foi entregue à Câmara Municipal de Rio Branco pelo secretário Jorge Eduardo, titular da Secretaria Especial de Assuntos Jurídicos e Atos Oficiais (Sejur). O documento foi protocolado junto ao presidente da Casa, o vereador Joabe Lira, mas o conteúdo não foi divulgado.

A expectativa é de que a sessão legislativa seja reaberta para a leitura oficial do pedido em plenário, dando início aos trâmites regimentais necessários para a efetivação da renúncia.

Segundo comunicado enviado ao Legislativo municipal, a saída de Bocalom terá efeito a partir do dia 3 de abril. Com isso, o vice-prefeito Alysson Bestene assumirá o comando do Executivo da capital acreana.

Na carta, o prefeito destacou que a decisão foi tomada após reflexão e apontou um novo compromisso político com o estado. “Esta decisão é fruto de muita reflexão e do entendimento de que tenho um dever a cumprir com o Estado do Acre”, afirmou.

Bocalom também fez um balanço de sua gestão, ressaltando avanços como o fortalecimento da economia local e a ampliação dos serviços públicos. Ele afirmou ainda que deixa a prefeitura com confiança na continuidade administrativa sob a liderança do vice.

Natural de Bela Vista do Paraíso (PR), Bocalom tem 72 anos e já foi prefeito de Acrelândia por dois mandatos e meio. Em Rio Branco, foi eleito pela primeira vez em 2020, ao vencer a então prefeita Socorro Neri no segundo turno com 62,93% dos votos válidos. Em 2024, foi reeleito ainda no primeiro turno, com 54,82%.

Recentemente, o gestor também protagonizou uma mudança partidária, ao deixar o PL e se filiar ao Partido da Social Democracia Brasileira, durante agenda em Brasília ao lado do presidente nacional da sigla, Aécio Neves.

Ao longo de sua gestão, um dos principais desafios enfrentados foi a crise no transporte coletivo da capital, problema que se estende desde 2020 e segue como uma das principais demandas da população.