O acusado de coordenar um ataque a tiros que resultou na morte de um bebê em Rio Branco voltará a responder pelo crime diante do Tribunal do Júri. A decisão foi tomada por unanimidade pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), que aceitou recurso do Ministério Público e determinou a pronúncia de Alexandre Costa de Lima, conhecido como “B10”.
Apontado como integrante de facção criminosa, “B10” já cumpre pena superior a 50 anos de prisão pelo assassinato de um policial penal. Agora, ele também será julgado pela morte do pequeno Tyson Júnior Nogueira da Silva, de apenas 20 meses, além de responder por duas tentativas de homicídio e corrupção de menores. Inicialmente, o réu havia sido impronunciado por falta de provas, mas o Ministério Público recorreu da decisão.
O relator do processo, desembargador Samuel Evangelista, entendeu que há indícios suficientes de que o acusado coordenou a ação criminosa e forneceu as armas utilizadas no ataque. O voto foi acompanhado pelos demais integrantes da Câmara.
O crime ocorreu na noite de 25 de fevereiro de 2017, no bairro Cadeia Velha. Segundo as investigações, criminosos fortemente armados invadiram uma residência com o objetivo de executar integrantes de um grupo rival. Durante o ataque, diversos disparos atingiram o imóvel.
No momento da ação, o bebê Tyson Júnior estava deitado em uma rede e foi atingido por um tiro na cabeça, morrendo ainda no local. A violência do episódio chocou a população acreana e evidenciou a escalada de conflitos entre facções na época, cenário já apontado em investigações sobre crimes semelhantes no estado .
Na mesma ocorrência, duas pessoas foram baleadas e socorridas ao Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (HUERB). Um dos envolvidos no ataque foi preso em flagrante, julgado posteriormente pelo Tribunal do Júri e condenado a mais de 50 anos de prisão.
Com a nova decisão da Justiça, “B10” também será submetido ao julgamento popular, onde os jurados irão decidir sobre sua responsabilidade no crime.