Ministério da Saúde estabelece Centro de Operações de Emergência para monitorar casos de dengue no Acre

Na última quinta-feira (1º), o Ministério da Saúde anunciou a criação do Centro de Operações de Emergência – COE Dengue, com o objetivo de intensificar o monitoramento dos casos de dengue no Brasil. A medida visa agilizar a organização de estratégias de vigilância diante do aumento desses casos no país.

A ministra Nísia Trindade fez o anúncio durante a abertura da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF), destacando que a atuação será coordenada em conjunto com estados e municípios. A criação do COE Dengue permite uma análise rápida e detalhada dos dados, subsidiando a tomada de decisão para enfrentar a doença.

“A mensagem é de mobilização nacional, de união de esforços com estados e municípios. De um Brasil unido contra a dengue”, enfatizou a ministra.

Até o momento em 2024, o Brasil registrou 243.721 casos prováveis de dengue. O Acre contabilizou 2.964 casos. Com a ativação do COE, o Ministério da Saúde pretende ampliar o monitoramento, com foco na dengue, para orientar a execução de ações de vigilância e controle, em colaboração com estados e municípios.

Além disso, a pasta destaca a atuação dos Agentes de Combate às Endemias, que desempenham um papel crucial na identificação de locais propícios à reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. No Acre, 697 agentes estão atuantes na força-tarefa contra a doença.

A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, destaca a importância de abrir as portas para esses profissionais, que orientam as famílias e visitam as residências para prevenir riscos de vetores.

Para grupos mais suscetíveis, como pessoas com doenças crônicas, gestantes, crianças menores de 2 anos e idosos acima de 65 anos, o Ministério da Saúde destaca a necessidade de redobrar os cuidados de combate ao mosquito, incluindo a manutenção de caixas d’água bem fechadas e o esvaziamento de recipientes que acumulam água.

Os sintomas da dengue, chikungunya e zika são semelhantes e incluem febre, dores no corpo, fraqueza e erupção cutânea. A população é orientada a procurar o serviço de saúde mais próximo ao surgirem os primeiros sintomas.