Moradores dos bairros Cadeia Velha, Habitasa, parte do São Francisco e de regiões próximas estão sem abastecimento de água desde a segunda-feira (1º), após o rompimento de uma adutora na Avenida Brasil, nas proximidades do Terminal Urbano, no Centro de Rio Branco.
Nesta terça-feira (2), equipes do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb) continuam trabalhando no local para reparar os danos na tubulação. Em razão da obra, o fluxo dos ônibus precisou ser alterado. Os veículos que saem da Plataforma C, com destino à Parte Alta da capital e a bairros como Cadeia Velha, São Francisco e Baixada da Sobral, estão utilizando temporariamente a entrada pela Plataforma B, que fica na área central do terminal.
De acordo com o responsável pela obra do Saerb, Tarcísio Henrique, o problema foi identificado ainda na noite de domingo (30), após uma queda no fornecimento de água. A principal suspeita é de que o rompimento tenha ocorrido em um trecho antigo da rede, feito de ferro.
“Foi identificado um rompimento de rede, provavelmente em um trecho de ferro, que é um material antigo. Já estamos realizando a manutenção para restabelecer o sistema”, afirmou.
Segundo o Saerb, a previsão é de que o serviço seja concluído ainda nesta terça-feira, após as 16h, quando o abastecimento deve começar a ser normalizado gradualmente.
Histórico de problemas
Independentemente da época do ano ou das condições climáticas, Rio Branco enfrenta recorrentes dificuldades no fornecimento de água. Em fevereiro deste ano, um deslizamento de terra na área de captação da ETA I, aliado a problemas em uma das bombas de 400 litros, causou a interrupção do abastecimento em todos os bairros da capital.
Já em março, a Prefeitura informou que a captação da ETA II foi suspensa após um flutuante virar devido à forte correnteza do Rio Acre e ao impacto de um tronco. Em abril, a ETA I também teve a captação interrompida por causa do grande volume de balseiros descendo pelo rio, além do alto nível de sujeira na água, que comprometeu o funcionamento das bombas e o tratamento.
No mesmo mês, a prefeitura prorrogou o decreto de situação de emergência na ETA II, já que as obras de recuperação ainda não haviam sido concluídas. Dos R$ 16,8 milhões previstos para a reforma da estação, cerca de R$ 9,6 milhões foram liberados para a compra de equipamentos essenciais. Mesmo assim, com a chegada do inverno, o problema no abastecimento de água na capital continua sem solução definitiva.