Rio Branco comemora neste sábado, 28 de dezembro, 143 anos de fundação. A data marca o surgimento do antigo Seringal Volta da “Empreza”, criado em 28 de dezembro de 1882 pelo cearense Neutel Maia, às margens do rio Acre, dando origem ao que viria a se tornar a capital acreana.
Inicialmente voltado à extração da borracha, o seringal rapidamente ganhou importância estratégica com o intenso fluxo de vapores durante o período das cheias e com a instalação da casa comercial Nemaia e Cia., responsável por abastecer comerciantes, pequenos seringais e comunidades da região.
Com o crescimento espontâneo, a Volta da “Empreza” deixou de ser apenas uma propriedade privada e passou a desempenhar papel central na economia e na vida social do médio rio Acre. Esse desenvolvimento foi determinante para que o povoado se tornasse cenário de acontecimentos marcantes da história acreana, incluindo conflitos do final do século XIX e início do século XX, além da ocupação militar ocorrida em 1903.
O nome Rio Branco surgiu nesse contexto de reorganização administrativa após a anexação do Acre ao Brasil, oficializada pelo Tratado de Petrópolis. O povoado passou então a se chamar “Villa” Rio Branco, em homenagem ao Barão do Rio Branco, diplomata responsável pelas negociações que garantiram a incorporação do território ao país.
Entre 1903 e 1912, a localidade chegou a alternar as denominações de Rio Branco e Penápolis. No entanto, em 23 de outubro de 1912, o Decreto Federal nº 9.831 elevou oficialmente o povoado à categoria de cidade, consolidando definitivamente o nome Rio Branco.
Nas primeiras décadas, a ocupação urbana concentrou-se na margem direita do rio Acre, atual Segundo Distrito, onde surgiram os primeiros arruamentos, casas comerciais e bairros operários. A partir de 1909, a cidade começou a se expandir para a margem esquerda, com a abertura de novas ruas e a formação de colônias agrícolas, iniciando a integração entre os dois lados do rio.
Por sua importância política, econômica e administrativa, Rio Branco foi escolhida como capital do antigo Território Federal do Acre e, posteriormente, do Estado. Hoje, é o principal núcleo urbano acreano e o centro de decisões da Amazônia ocidental.
Atualmente, Rio Branco ocupa a posição de quarta capital mais antiga da Região Norte, atrás apenas de Belém, Manaus e Macapá, consolidando-se como referência histórica, administrativa e populacional da região.
Fonte: Prefeitura de Rio Branco